LEDA YARA MOTTA MELLO - CRT 41601
Terapeuta Holística

DROGAS - Dependência Física e Psicológica

Postado por LEDA YARA MOTTA MELLO (41601) em 16/03/2008 às 18:35
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DROGAS
DEPENDÊNCIA FÍSICA E PSICOLÓGICA
 


     Para que tenhamos a idéia do mecanismo da dependência, lembrarei, aqui, a experiência do cientista russo Ivan Pavlov que ficou consagrada nos meios científicos de todo o mundo.
 
     Pavlov realizou sua experiência em um cão. Ao ser colocado diante de um pedaço de carne, o animal salivava porque já havia comido este alimento, havia gostado e assim, ao ver a carne, o cão já se aproximava salivando. Na etapa seguinte da experiência, Pavlov associou à presença do alimento uma fonte luminosa ou uma campainha. O cientista trazia o cão, acendia a luz, tocava a campainha, mostrava a carne, e o cão, imediatamente, salivava. Numa etapa mais avançada, o cientista verificou que, ainda que não mostrasse a carne, mas se acionasse a fonte de luz ou a campainha, o cão salivava da mesma forma. Ficou evidenciado que o cão passou a associar a carne aos outros dois elementos e a salivação fazia parte de um conjunto de estímulos da presença da luz ou do som da campainha. A esta experiência, Pavlov denominou de reflexo condicionado.
 
     De forma semelhante, os seres humanos, muitas vezes, entram numa situação de dependência, pela associação de elementos. Por exemplo: há pessoas que se encontram numa situação de estresse profundo, conseguindo alívio com o uso de um determinado medicamento. A pessoa sente-se mal, toma o remédio e sente alívio. Com o tempo, ela passa a associar à medicação o fator bem-estar e daí para a dependência é, apenas, um pequeno passo. A dependência física pela necessidade do remédio criada no organismo, e a dependência psicológica pela associação com o bem-estar que ele proporciona.
 
     Suponhamos um rapaz tímido querendo aproximar-se de uma jovem e sem a coragem suficiente para realizar essa aproximação. Alguém lhe oferece um “baseado” (cigarro de maconha), e o estimula a experimentar. A experiência o deixa mais solto e ele consegue fazer o contato com a jovem. Numa outra ocasião e em situação de timidez semelhante, esse jovem lembrará da experiência anterior e da forma como se sentiu corajoso depois de usar aquele cigarro. Então, será tentado a repetir a experiência todas as vezes que estiver em situações semelhantes. Este é o risco e pode acontecer com todas as variantes de dependência química (álcool, tabaco, medicamentos, maconha, cocaína, etc.)
 
     Do exposto, evidencia-se ser necessário que a mente já tenha um registro, ou seja, que a pessoa tenha conhecimento da substância e do que ela proporciona. O desejo ou a repulsa aparece depois da primeira experiência. Se ela é prazerosa e se é repetida, a mente faz o devido registro e o reflexo condicionado vai se instalando, até atingir o estado de dependência.
 
     A dependência química precisa ser tratada em duas frentes: de forma emergencial, pela eliminação dos sintomas físicos, e de forma curativa, pela pesquisa e tratamento das causas. As manifestações físicas da dependência são a ponta do iceberg. O que existe por trás da dependência física pode ser comparado ao que existe abaixo da ponta visível de um iceberg. É necessário, portanto, que as causas da dependência sejam tratadas com uma terapia específica e de profundidade, como garantia para que não ocorra recaída.
 
     É de fundamental importância a conscientização da família na recuperação de um dependente químico. Não se trata de um problema exclusivo de um de seus membros, mas, sim, de toda a família. Portanto, é necessário que o ambiente familiar ofereça condições para o doente sair da situação. É preciso haver doação, compreensão, paciência, lucidez, serenidade e, sobretudo, amor como base do tratamento familiar. Mesmo nos casos em que seja necessário um tratamento fora do ambiente familiar, é preciso que o doente sinta segurança na família.
 
    Além do suporte psíquico e mental que é dado por profissionais, o comportamento dos familiares é profundamente importante na auto-avaliação e no surgimento de novos rumos a serem tomados pelo doente. É preciso que ele queira. Sabe-se que o primeiro passo para a cura está no doente tomar consciência do que precisa ser corrigido e reformado nos seus pensamentos e atitudes. A dependência tem ligação direta com os desejos, necessidades psíquicas, afetivas e espirituais, e nas frustrações da pessoa dependente. Não é o caso de somente afagar ou somente castigar. É o caso de amar, dar-se mãos, crescer juntos e, desta forma, tornar possível a reforma que, no final, produzirá uma pessoa sadia e livre de toda a dependência física, psicológica e espiritual.
 
Lêda Yara Motta Mello

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Comments

Hilda Persiani de Oliveira Por: LEDA YARA MOTTA MELLO on 01/09/2007 at 21:17
Lêda Yara
Visitei seu espaço de trabalho.Amei!
Vou guardar suas fotos como lembrança.
Saudade .
Hilda e Clênio
Ctba.1º /09/007
lxLNjothilTAm Por: Desconhecido on 24/07/2011 at 10:15
Oh yeah, fabuolus stuff there you!
SMVvsskHZEARvrYhH Por: Desconhecido on 24/07/2011 at 12:50
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kbJrQyZrPSendFfVfr Por: Desconhecido on 25/07/2011 at 10:52
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